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Ataques ao Google podem ter vindo de instituições de ensino chinesas

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Duas instituições de ensino chinesas estariam por trás dos ataques sofridos pelo Google no país e que acabaram criando uma crise diplomática com os Estados Unidos em janeiro. Segundo uma reportagem do jornal New York Times publicada nesta sexta-feira (19), a Escola Vocacional Lanxiang (com conexões com militares) e a Universidade Jiaotong de Xangai estão envolvidas no caso.

Segundo a publicação, os ciberataques começaram em abril de 2009, vários meses antes do problema se tornar público, em 12 de janeiro deste ano. “Se comprovada por mais investigações, as descobertas levantam mais perguntas do que respostas, incluindo a possibilidade de que alguns dos ataques tenham vindo da China, mas não necessariamente do governo ou de fontes chinesas”, diz a reportagem.

A universidade de Jiatong tem um dos maiores programas de ciência da computação do país. Há algumas semanas, universitários ganharam uma competição de programação organizada pela companhia norte-americana IBM na “Batalha de Cérebros” contra instituições de todo o mundo.

Já a Lanxiang, na província de Shandong, é uma grande escola vocacional estabelecida com suporte militar para treinar cientistas da computação para o exército. A rede da instituição é de uma empresa “com ligações próximas” ao Baidu, mecanismo de busca mais popular da China e maior concorrente do Google.

Motivação

Analistas acreditam que tudo não passa de camuflagem para operações do governo comunista. No entanto, executivos de indústrias de computadores e ex-oficiais do governo norte-americano afirmam que seria possível que as escolas fossem uma “falsa bandeira” comandada por um terceiro país, ou ainda uma questão de espionagem industrial.

“Não estou surpreso. Na verdade, estudantes hackearem sites estrangeiros é meio normal”, disse um professor (que preferiu não ser identificado) de segurança na web da Jiaotong ao The New York Times. De acordo com o chinês, é possível ainda que os endereços de IP (protocolos de internet) tenham sido sequestrado por terceiros, “o que frequentemente acontece”.

Crise diplomática

O ciberataque visou contas de supostos ativistas dos direitos humanos no Gmail. Os hackers conseguiram isso explorando uma brecha de segurança no navegador Internet Explorer 6, o que provocou a movimentação da Microsoft para promover as atualizações que corrigiam o defeito.

Como retaliação, o Google chegou a afirmar que não iria mais agir com a censura do governo, embora tenha dito depois que iria continuar colaborando. A China negou estar envolvido com os ataques, mas isso não impediu que a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, criticasse a falta de liberdade de informação do país.

Várias empresas, como Adobe e Rackspace, confirmaram também ter sofrido ataques, que incluíram como alvo companhias como Yahoo! e Northurp Grumman.

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